O câncer de colo uterino é o segundo câncer mais frequente em mulheres brasileiras, ficando atrás apenas do câncer de mama. Estima-se que quase 20 mil mulheres desenvolvam câncer de colo uterino todos os anos no Brasil.

O câncer de colo uterino é causado pelo HPV, um vírus sexualmente transmissível. A infecção pelo HPV é mais grave, e mais capaz de causar o câncer de colo uterino, quando acontece na adolescência. Felizmente nos últimos anos foi desenvolvida uma vacina contra o HPV, que já esta no calendário oficial de vacinação (veja aqui uma matéria sobre a vacinação contra o HPV). Hoje todas as meninas em idades entre 9 a 13 anos devem ser vacinadas contra o HPV. Veja aqui o calendário brasileiro de vacinação (Este calendário está desatualizado quanto às idades para vacinação, já foi ampliada de 11 a 13 anos para 9 a 13 anos).

Novos tratamento aumentam o controle do câncer de colo uterino.

Novos tratamento aumentam o controle do câncer de colo uterino.

O tratamento do câncer de colo uterino varia de acordo com a extensão da doença. Quando a doença está menor, é possível sua retirada completa pela cirurgia, sendo esse o único tratamento necessário. Quando o tamanho da doença é maior, pode ser necessária a combinação de radioterapia e quimioterapia. Este também é um tratamento extremamente eficaz e capaz de curar a doença. Normalmente usamos medicamentos como a cisplatina, uma quimioterapia antiga mas muito efetiva, com o intuito de aumentar o efeito da radioterapia em tratar e cicatrizar o tumor.

Quando a doença está avançada, isto é, já saiu do útero, causando metástases em outros órgãos, não há um tratamento capaz de curá-la. O objetivo nessa situação é usar a quimioterapia com medicações aplicadas na veia, para que os remédios alcancem todas as partes do corpo e assim reduzir e controlar a doença pelo maior tempo possível.

Por muitos anos não houve avanço nessa área de tratamento, os cânceres derivados de peles (como o câncer do colo uterino, os cânceres de boca, cabeça e pescoço e os cânceres do epitélio do pulmão) são resistentes a muitos dos medicamentos antigos. No entanto novos tratamentos que atuam em outras áreas, não diretamente no tumor, têm se mostrado eficazes no tratamento de todas essas doenças, um exemplo é o Bevacizumab (nome comercial Avastin, veja o video abaixo).

Este remédio age impedindo a formação de novos vasos sanguíneos, assim menos sangue, oxigênio e nutrientes chega ao tumor. Um estudo recente demonstrou que a combinação deste medicamento com a quimioterapia aumentou o tempo de controle da doença em mulheres com câncer de colo uterino.

Este foi um avanço no tratamento do câncer do colo uterino. Com as novas classes de medicamentos estimuladores da imunidade é provável que outros medicamentos estejam disponíveis em breve para mulheres com câncer de colo uterino.

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