O câncer de cólon (ou câncer de intestino) é o quarto câncer mais comum no Brasil, ficando atrás dos cânceres de mama, próstata, colo uterino e pulmão. Estima-se que 34 mil pessoas desenvolvam câncer de cólon todos os anos.

Este câncer se origina na mucosa do cólon, a pele que recobre o intestino grosso. Em sua maioria se originam dos pólipos do intestino, que são espécies de “verrugas” inflamadas que ao longo dos anos adquirem mutações tornando as células doentes em células cancerosas, capazes de sair do intestino e invadir outros órgão. Pelos pólipos apresentarem uma transformação lenta em câncer de intestino é possível detectá-los precocemente e fazer sua retirada, uma estratégia que se mostrou muito eficaz em reduzir o aparecimento e a mortalidade por câncer de cólon (veja aqui uma matéria sobre o rastreamento do câncer de intestino).

O câncer de intestino em geral se desenvolve a partir de pólipos.

O câncer de intestino em geral se desenvolve a partir de pólipos.

O tratamento do câncer de cólon depende de alguns fatores como o subtipo do câncer de intestino, a presença de mutações como o KRAS, o tamanho da doença e as características da pessoa como idade e o histórico de doenças (pressão alta, diabetes, infarto prévio, etc).

Caso a doença esteja apenas no intestino o melhor tratamento é a cirurgia, para a retirada completa do tumor, e dos linfonodos que ficam ao redor dele. Os linfonodos são partes normais do corpo onde ficam as células de defesa, o câncer normalmente usa essa rede de linfonodos para se espalhar para outras partes do organismo. Depois da cirurgia, tanto o tumor quanto os linfonodos são mandados para análise no laboratório de patologia e, caso se identifique tumor nos linfonodos, pode ser necessário complementar o tratamento com quimioterapia (veja aqui uma matéria sobre a quimioterapia).

cancer de colon

A cirurgia é fundamental no tratamento do câncer de intestino.

Caso o câncer de intestino já esteja espalhado para outros órgãos, ou seja, hajam metástases, em geral não há como se curar a doença. Normalmente o tratamento é iniciado com quimioterapia para reduzir e manter o câncer em controle pelo maior tempo possível (veja aqui uma matéria sobre inibidores do crescimento de vasos sanguíneos no tratamento do câncer de intestino). Em alguns casos de doença com metástases pode ser feito tratamento com intuito curativo, em particular quando existem poucas metástases no fígado. A estratégia, normalmente, consiste em fazer tratamento com quimioterapia para reduzir a doença no fígado e, num segundo momento, a cirurgia para a retirada do tumor do intestino e do fígado.

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