Novos estudos em câncer de bexiga – ASCO 2016

Material elaborado pela equipe do Hospital Israelita Albert Einstein sobre os principais estudos discutidos durante o congresso americano. O linguajar é bastante técnico e pode ser complicado para quem não está acostumado com os termos médicos. Caso tenham dúvidas me deixem uma mensagem ou comentário na página do facebook, clicando aqui.

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Para pacientes com tumor urotelial avançado, o tratamento padrão inclui o uso de quimioterapia a base de cisplatina. Porém, esta é uma droga com perfil de toxicidade muito alta, com náuseas, vômitos, piora da função renal e nem todos os pacientes podem ser tratados com ela. A carboplatina pode ser uma alternativa a cisplatina, mas sabe-se que com resultados inferiores. Outras drogas são utilizadas, como a gemcitabina, paclitaxel, docetaxel e vinflunina, mas todas com resultados bem modestos.

A imunoterapia moderna chegou de vez na área da oncologia genitourinária. No ano passado, a primeira droga antiPD1 para o tratamento do câncer de rim avançado, o nivolumabe, foi aprovada nos EUA e na Europa. E agora, há menos de um mês, o FDA (agência americana) aprovou o uso de atezolizumabe, uma droga antiPD-L1, para o tratamento do câncer urotelial, ou seja, de bexiga, pelve renal, uretra, que falharam o tratamento a base de platina.

Os medicamentos antiPD-1 e antiPD-L1 agem de maneira diferente das quimioterapias
tradicionais por estimularem os linfócitos do paciente a atacarem as células tumorais e, com isso, podem ter resultados mais interessantes que a quimioterapia. Este ano, Balar e colegas mostraram os resultados de atezolizumabe em pacientes com tumor urotelial avançado inelegíveis para o tratamento com cisplatina. Os resultados preliminares em termos de resposta, duração de resposta e sobrevida foram superiores aos dados históricos de pacientes tratados com quimioterapia. Dreicer e colegas apresentaram os dados atualizados de atezolizumabe nos pacientes que já haviam recebido tratamento com platina e que pela taxa de resposta encorajadora e pela taxa de sobrevida, comprovam a indicação aprovada recentemente pelo FDA.

O que foi interessante é que em ambos os estudos, o biomarcador de imuno-expressão de PDL1 na biópsia tumoral não se mostrou como um bom marcador para predizer resposta. Ou seja, a resposta pode ocorrer em pacientes com altos índices de biomarcador ou baixos/zero índice de biomarcador.

Mas não foi só o atezolizumabe que mostrou sua eficácia para este pacientes. Tivemos a apresentação dos trabalhos iniciais de nivolumabe, durvalumabe e de avelumabe que mostraram resultados preliminares com atividade interessante para tumores uroteliais, com taxas de resposta e sobrevidas muito similares ao do atezolizumab. Mais uma vez, sem um claro biomarcador para o uso destas medicações.

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