FOLFOX no câncer de cólon, esquema de tratamento que aumenta significativamente as chances de cura após a cirurgia.

Câncer de cólon, também conhecido como câncer de intestino, é um dos cânceres mais comuns no mundo. No Brasil é o quinto mais comum, depois dos cânceres de próstata, mama, colo uterino e pulmão. A cada ano, em torno de 35mil pessoas são diagnosticadas com câncer de cólon no Brasil.

Existem vários fatores que podem influenciar no desenvolvimento do câncer de cólon. Dentre os fatores não modificáveis (ou seja, alterações genéticas que a pessoa já tem desde o nascimento) estão as doenças genéticas como a síndrome de Lynch e polipose adenomatosa familiar; e as doenças inflamatórias como a retocolite ulcerativa e a doença de Crohn.  Leia mais aqui sobre a pesquisa de mutações.

O câncer de cólon pode aparecer em qualquer parte do intestino grosso.

 

Embora estas condições estejam bastante relacionadas ao câncer de cólon, a maioria dos casos é de doença esporádica, ou seja, doenças que se desenvolveram por diversos outros fatores que a pessoa foi exposta ao longo da vida. São o que chamamos de fatores de risco modificáveis. Dentre estes estão o tabaco, obesidade, dieta rica em carnes defumadas, diabetes tipo II e consumo excessivo de álcool. São fatores protetores a prática de atividades físicas (leia mais aqui) o hábito alimentar saudável (leia mais aqui sobre isso) e a realização de exames de rastreamento para o câncer de cólon (leia mais aqui)

Quando o diagnóstico do câncer de cólon é feito existem algumas possibilidades de tratamento (veja aqui as recomendações de tratamento). Em geral, quando a doença é diagnosticada por exames de rastreamento ou quando está localizada apenas no intestino e não causa problemas como obstrução intestinal ou sangramentos, o primeiro tratamento a ser realizado é a cirurgia para a retirada completa da doença.

Neste procedimento o cirurgião vai fazer a retirada completa do tumor e toda a região aonde chegam os vasos sanguíneos que levam nutrientes para esta parte do intestino, a cirurgia que é conhecida como colectomia. Depois deste procedimento o tumor é analisado em laboratório. Neste momento, o médico patologista, especialista nessa análise, investiga detalhadamente se há a presença de doença nos linfonodos do intestino. Estes são os gânglios de defesa do corpo e, por vezes, o tumor usa este caminho para sair do intestino e alcançar outros órgãos.

A cirurgia para retirada do tumor depende da localização da doença.

Caso seja identificado tumor nos linfonodos a possibilidade da doença voltar no futuro é maior. Sabendo disso, utilizamos tratamentos com medicamentos nestes casos, para atacar possíveis células cancerígenas que possam ter saído do tumor antes da cirurgia (veja aqui um vídeo sobre as metástases). O principal esquema de tratamento utilizado nestes casos é o FOLFOX, uma combinação de 3 medicamentos que é feito pela veia, alcançando todas as partes do corpo e levando os medicamentos para todos os possíveis locais para onde as células tumorais possam ter se alojado. Este tratamento é feito com a ajuda de uma bomba infusora de medicamentos por cateter totalmente implantado, como na imagem abaixo (leia aqui mais). Caso não haja comprometimento dos gânglios de defesa a chance de retorno da doença é menor, e por vezes não são necessários tratamentos adicionais. Cada caso é um caso e nestas situações seu médico deve avaliar com detalhes os riscos e benefícios de mais tratamentos.

Representação de um cateter totalmente implantado.

O FOLFOX é um tratamento em geral bem tolerado, mas podem acontecer efeitos colaterais como dormência nos dedos e por vezes diarreia. Este é um tipo de quimioterapia aplicada a cada duas semanas, por um período de 6 meses. É importante estar sempre próximo do seu médico durante este período para controlar possíveis efeitos indesejados. Este esquema de tratamento é muito eficaz, aumentando as chances de cura de maneira significativa. Embora possam haver pedras nesse caminho, a maioria absoluta das pessoas fica curada e tolera bem todo o tratamento.

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