No Brasil recomenda-se iniciar o rastreamento para câncer de mama à partir dos 40 anos (veja aqui uma matéria sobre rastreamento do câncer de mama). Esta idade foi escolhida por conta de estudos que demonstram que, na população como um todo, o câncer de mama é mais raro abaixo desta idade. Logo, se o rastreamento se iniciasse antes desta idade o exame erraria mais do que acertaria, os nódulos identificados antes dos 40 anos, são mais provavelmente de origem benigna, alterações habituais e hormonais das glândulas mamárias. Com isto mais mulheres seriam operadas por nódulos benignos desnecessariamente e muito poucas, proporcionalmente, teriam o diagnóstico de câncer de mama.

Rastreamento do câncer de mama antes dos 40 anos.


No entanto isto não quer dizer que o câncer não possa acontecer em mulheres com menos de 40 anos. Existem alguns grupos de pessoas que nós sabemos que têm um risco aumentado, como mulheres com mutação do BRCA ou mulheres que tiveram familiares com câncer de mama com menos de 50 anos. Estas mulheres devem ser avaliadas para definir estratégias individualizadas de prevenção do câncer de mama. A recomendação de início aos 40 anos não é a mais adequada para este grupo.

No caso da mutação do BRCA recomenda-se a cirurgia preventiva da mama sem a retirada do mamilo com colocação de prótese, a partir dos 25 anos (como fez a atriz Angelina Jolie, leia mais). Caso não haja a mutação o rastreamento deve começar antes dos 40 anos, convencionou-se iniciar 10 anos antes da idade em que a familiar teve câncer de mama.

A mamografia não é um bom exame antes dos 40 anos, nesta idade a mama possui muitas glândulas (parte da mama que produz o leite), o que dificulta a avaliação do exame. Em geral recomenda-se a realização de exame físico e ressonância das mamas antes dos 40 anos. Alguns profissionais também acompanham com ultrassonografia das mamas (veja aqui uma matéria sobre os cânceres ductal e lobular).

Lembrando que todas estas recomendações são para pessoas que não sentem nenhum sintoma ou alteração nas mamas. Caso apareça algo diferente não se trata mais de rastreamento e sim de investigação do motivo da alteração. Converse sempre com seu médico. 

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