O sistema nervoso central é composto pelo cérebro e pela medula espinhal (veja a figura abaixo). Os tumores cerebrais são um grupo de diversas doenças que acontecem nas células que compõem o sistema nervoso central.

Representação da anatomia do sistema nervoso central, constituído pelo cérebro e pela medula espinal.

Os tumores cerebrais mais comuns se originam das meninges (as células que recobrem o cérebro e a medula, veja imagem abaixo) e das células da glia (células que dão sustentação e ajudam nas funções dos neurônios, que são as principais células cerebrais).

Representação das três camadas da meninge, tecido que recobre o cérebro e medula espinhal.

As principais células da glia são o astrócito e o oligodendrócito, portanto os tumores que vêm destas células são chamados de astrocitoma e oligodendroglioma. Tumores de crescimento mais rápido são chamados de glioblastomas.

É interessante notar que não existe tumor dos neurônios. O câncer é uma doença que interfere na replicação celular, a célula cancerígena se multiplica mais rápido que as demais células. Como o neurônio não se multiplica ao longo da vida, não há como esse mecanismo estar defeituoso nessas células.

Células da glia e sua interação com os neurônios.

Os tumores cerebrais são classificados de acordo com a sua velocidade de crescimento. Convenciona-se chamar as doenças de crescimento lento como tumores de baixo grau, e doenças de crescimento rápido como tumores de alto grau. Em geral se associa um número para indicar a velocidade de crescimento que vai de 1 a 4, sendo 4 o de crescimento mais rápido.

Não existem muito fatores de risco conhecidos para o desenvolvimento dos tumores cerebrais, com exceção da radiação ionizante (como a liberada pelas bombas atômicas), não se identificam outros fatores relacionados (veja vídeo sobre os fatores de risco para o desenvolvimento de câncer aqui, outro vídeo aqui e aqui sobre alimentação e câncer). Já foi avaliado se o uso de celular poderia aumentar o risco de tumor cerebral, mas nenhuma associação convincente foi encontrada (leia mais aqui).

Os principais sintomas dos tumores cerebrais são dor de cabeça de forte intensidade, em particular à noite, ou que piora quando a pessoa se deita (leia aqui sobre o tratamento da dor). Outro importante sintoma é perda de equilíbrio, assim como a perda de força ou sensibilidade em uma região do corpo. Outro sintoma relativamente comum é a presença de convulsão. Esses sintomas ocorrem porque o tumor cresce comprimindo partes normais do cérebro contra o osso do crânio, assim essas partes começam a doer, funcionar mal ou ficarem inflamadas e inchadas (leia aqui sobre as 6 características do câncer). Obviamente muitas outras doenças podem ter os mesmo sintomas, como as crises e enxaqueca por exemplo, por isso sempre é muito importante consultar um médico quando acontece algo diferente no corpo.

O tratamento do tumor cerebral varia de acordo com o tipo da doença e sua localização. As principais modalidades de tratamento utilizadas são a cirurgia, a radioterapia e a quimioterapia (leia mais aqui). Em geral, tumores de crescimento rápido são tratados com cirurgia seguida dos outros dois tratamentos. Em tumores de crescimento lento por vezes pode-se apenas observar, ou fazer a cirurgia e observar, reservando os outros tratamentos para caso a doença cresça (leia aqui como se preparar para o tratamento).

É importante notar que até hoje não existe tratamento que faça a doença desaparecer por completo. O objetivo do tratamento é controlar a doença pelo maior tempo possível. É esperado seja necessário um novo tratamento após algum tempo do tratamento inicial. Quanto mais lento for o crescimento da doença mais tempo levará para que um segundo tratamento seja feito. Da mesma maneira, em doenças de crescimento rápido, um segundo tratamento deve ser feito mais precocemente.

Existem diversas pesquisas em andamento com o objetivo de melhorar a eficácia da radioterapia cerebral, fazendo uma dose maior no tumor sem danificar o cérebro normal. Também existem iniciativas buscando marcadores tumorais, substâncias que guiariam a escolha do melhor tratamento para a melhor pessoa. Além disso, há uma importante área de pesquisa em andamento investigando a utilidade da imunoterapia no tratamento dessas doenças (veja aqui quatro vídeos sobre esses medicamentos – mecanismo de funcionamento, doenças em que têm funcionado, efeitos colaterais, uso em casos de mutação do msi).

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