Câncer não é uma doença única e sim um conjunto de condições que têm como característica em comum o aumento da velocidade de crescimento das células e a capacidade da célula de sair do seu local de origem, migrando pelo corpo e voltando a crescer em outras partes do organismo (o que chamamos de metástase).

Veja aqui um vídeo sobre o que é o câncer e sobre as metástases, leia aqui sobre as principais características do câncer.

Para fins de tratamento, o câncer de mama hoje é divido em 4 grupos de doenças, conhecidas como câncer luminal A e B (que têm receptores hormonais, veja mais aqui), HER2 positivo (leia aqui sobre a doença e aqui sobre medicamentos contra ela), e triplo negativo (leia mais aqui).

Leia mais sobre esse tópico aqui,  veja um vídeo sobre os sintomas do câncer de mama.

No começo dos anos 2000 a pesquisa genética do câncer de mama identificou os 4 subtipos da doença.

A escolha da cirurgia para o câncer de mama independe do tipo da doença, são levados em consideração critérios como o tamanho da doença e o tamanho da mama nesta escolha (saiba mais aqui sobre a escolha da cirurgia). Obviamente, quanto menor for a doença, maior a chance de se fazer uma cirurgia parcial da mama, situação que acontece principalmente quando o diagnóstico é feito através dos exames de rastreamento da mama, como a mamografia (leia mais aqui sobre a recomendação da mamografia, o BIRADS os exames que podem ser feitos para detectar o câncer precocemente).

Veja aqui vídeos sobre a mamografia, interpretação dos resultados, mamografia antes dos 40 anos, biópsias da mama, nódulos benignos e malignos , calcificações na mamografia e mitos sobre o câncer de mama.

Para se determinar a necessidade de tratamentos com medicamentos depois da cirurgia alguns fatores são levados em consideração. Quanto maior o tamanho da doença na mama e na axila, maior a necessidade de se acrescentar tratamentos. Da mesma maneira, quanto mais rápido é o crescimento da doença, maior é a necessidade de se fazer quimioterapia.

No entanto, existem doenças que têm crescimento lento, em particular os cânceres luminais, que têm receptores hormonais. Quando estas mulheres são operadas e verifica-se que o tumor é de crescimento lento ou moderado, e o tumor está pequeno, pode-se fazer apenas tratamento com hormonioterapia, medicamentos em comprimidos que têm por objetivo cortar o estímulo hormonal de crescimento do câncer (veja aqui vídeo sobre este tipo de medicamentos e seu efeito).

Hoje existem exames disponíveis no mercado que avaliam a expressão genética dos tumores e podem ajudar a definir a necessidade de quimioterapia ou não. São exames feitos usando o material genético do tumor que é retirado durante a cirurgia. Este exames são capazes de “ler” a expressão do DNA do tumor e avaliam se este é um tipo de tumor de crescimento rápido (que precisa de quimioterapia) ou que se trata de tumor de crescimento lento (que não responde a quimioterapia e o tratamento com hormonioterapia é suficiente).

Usa-se um pequeno fragmento do tumor retirado durante a cirurgia ou biópsia para a realização destes testes. Este material é fixado em pequenos blocos de parafina como no da foto acima.

Os principais exames para fazer este tipo de análise são o Oncotype Dx e o Mammaprint. Ambos foram validados em estudos com milhares de mulheres e podem ser usados com segurança dos resultados. Outro exame também com uso prático é o Endopredict. Apesar deste teste não ter sido avaliado de maneira prospectiva com um grande número de pacientes, é um exame bastante robusto já sendo utilizado há bastante tempo em pesquisas científicas.

Exames modernos conseguem “ler” o material genético e avaliar a necessidade de tratamento adicional.

Estes exames se mostraram úteis na avaliação da necessidade de quimioterapia em mulheres com cânceres de mama com presença de receptores hormonais. Vale lembrar que nem todas as mulheres precisam destes exames. Quando o tumor é muito pequeno e de crescimento muito lento, nós já conseguimos saber que não há necessidade de quimioterapia. O oposto também é verdadeiro, mulheres com tumores com receptores hormonais e crescimento rápido, onde o tumor seja grande e haja comprometimento importante dos linfonodos da axila, vão precisar de tratamento com quimioterapia. A necessidade destes testes sempre deve ser conversada com o seu oncologista.

Um problema para a utilização destes testes no dia a dia é seu custo. Seguem sendo exames muito caros e que não estão disponíveis na rede pública, nem são reembolsados pelos planos de saúde. Esperamos que haja uma reavaliação sobre sua incorporação, apesar de caros estes testes podem poupar muitas mulheres de tratamentos pesados como a quimioterapia, evitando efeitos colaterais desnecessários. Isto também é benéfico para o sistema de saúde como um todo, porque reduzido a necessidade de tratamento, se reduz o custo da compra destes medicamentos.

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