Carcinoma ductal e carcinoma lobular. Entenda as diferenças entre esses dois tipos de câncer de mama.

Câncer não é uma doença única, e sim diversos tipos de doenças que têm como característica comum o fato de haver crescimento desordenado das células formando nódulos, os tumores. Estas células têm a capacidade de se desprender do local de origem, viajar pelo sangue ou pelos vasos linfáticos (usados pelo sistema imunológico), e formar tumores à distância, o que conhecemos como metástases (veja aqui um vídeo sobre isso).

Existem diversos tipos de câncer de mama sendo os dois mais comuns o carcinoma ductal (em torno de 80% das vezes) e o carcinoma lobular (em torno de 10% das vezes). O carcinoma lobular se origina das células que produzem o leite materno, enquanto o carcinoma ductal se origina das células que formam os ductos, os canais por onde o leite passa até chegar ao mamilo.

O carcinoma ductal e o carcinoma lobular se originam de células diferentes da mama.

O carcinoma ductal e o carcinoma lobular se originam de células diferentes da mama.

 

Esta é uma classificação antiga, mas ainda bastante útil na prática clínica. Ela se baseia na observação de um pedaço de tecido retirado do tumor (uma biópsia) no microscópio. Pela aparência do tumor ao microscópio o médico patologista é capaz de dizer que de que tipo de tumor se trata e se o tumor tem um crescimento rápido ou lento. Esta análise sempre é complementada com o exame conhecido com imunohistoquímica, que avalia a presença de substâncias específicas no tumor como receptores de hormônios e receptores de HER2 e outros marcadores de crescimento como o Ki67.

A análise conjunta da característica (lobular ou ductal) e da presença, ou não, de receptores, orienta o médico oncologista a escolher o melhor tratamento. Esta análise também é capaz de aprofundar a classificação do câncer de mama em 4 grupos, como discutido nesta matéria.

Em geral os carcinomas ductais têm um crescimento um pouco mais rápido que os carcinomas lobulares. Por esta característica é mais comum que se use quimioterapia em carcinomas ductais do que em carcinomas lobulares. Obviamente toda a escolha de tratamento depende de vários fatores, como o tamanho da doença, a presença de linfonodos na axila comprometidos, além da idade e das demais doenças que a mulher pode ter (como pressão alta ou diabetes). O oncologista vai avaliar todas estas características e definir com cada mulher o melhor tratamento.

Com o aumento do conhecimento da biologia do câncer foi possível desenvolver novos métodos de analisar a doença e assim escolher o melhor tratamento para cada pessoa. É o que chamamos de medicina de precisão. Hoje os novos medicamentos são produzidos tendo em mente essas diferenças entre os cânceres, o que tem aumentado muito sua efetividade e reduzido os efeitos colaterais.

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